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O que é ?

O pterígio, conhecido popularmente como “carne no olho”, é um tecido fibroso e vascularizado que cresce sobre a córnea. Esta lesão pode manter-se pequena ou crescer até interferir com a visão. O pterígio se localiza com maior freqüência no canto interno dos olhos, porém pode aparecer no ângulo externo.

 

O que causa?

A causa exata não está definida por completo, porém o pterígio é mais freqüente em pessoas expostas à luz do sol ou que passam muito tempo ao ar livre, em especial durante o verão. A exposição prolongada à luz solar, sobretudo aos raios ultravioletas e a irritação crônica do olho parecem desempenhar um papel importante na sua etiologia.

A doença tem grande incidência nas populações que vivem em regiões mais próximas à linha do Equador, como o Nordeste brasileiro.

Os Sintomas :

Os principais sintomas são ardor, irritação ocular freqüente, olho vermelho e fotofobia (sensibilidade à luz). Geralmente estes sintomas pioram se houver exposição excessiva ao ar condicionado, sol, vento, poeira, fumaça ou esforço visual.

Tratamento :

Quando o pterígio torna-se avermelhado e irritado, alguns colírios podem ser utilizados para reduzir a inflamação. Geralmente indica-se o uso de colírios a base de vasoconstrictores e lubrificantes, além de promover proteção contra agentes agressores como o sol, vento, poeira  e fumaça.

No entanto, nos casos em que o pterígio tornou-se grande o suficiente para atrapalhar a visão ou é antiestético, deve ser retirado mediante cirurgia.

A exérese simples do pterígio na qual apenas o tecido é removido é uma técnica simples e rápida, mas está associada a uma alta incidência de recidivas, pois a área que fica exposta sem nenhuma proteção produz uma resposta inflamatória para forçar o organismo a recobrir aquela região, o que causa a recorrência em cerca de 30 a 60%.

Atualmente, com o objetivo de prevenir a recorrência, associa-se a remoção do pterígio à uma segunda técnica, o transplante autológo de conjuntiva (fina camada que recobre o globo ocular), o qual é transplantado da porção superior do olho (protegida pela pálpebra da ação de agentes agressores durante toda a vida) para a área onde existia o pterígio, devolvendo assim a fisiologia e anatomia normal da área afetada.
Dessa forma, a recuperação é mais rápida e a chance de recidiva diminui para  3 a 5%. Esta é a técnica preconizada no DayHORC para tratamento do Pterígio.

Obs.: O Transplante Autólogo foi tema da tese do Dr. Ruy Cunha defendida na USP em 2004.