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A residência médica em oftalmologia do DayHORC - Hospital de Olhos Ruy Cunha há mais de dez anos forma com excelência profissionais na área oftalmológica. Desde 2002, quando foi reconhecida pelo MEC, vem tomando maior impulso, e apesar de está localizada no interior do estado, já é um grande centro profissional de aprendizado.

Anualmente ingressam três novos residentes médicos na instituição, aprovados por concurso público unificado (SESAB-SUS).

Possuímos uma ampla estrutura, contando com um ambulatório de oftalmologia geral para os residentes, onde são atendidos em média 1.200 pacientes por mês. Este serviço possui infra-estrutura de hospital escola, onde os residentes atendem em 06 consultórios divididos por biombos, contando sempre com a supervisão de médicos “Staffs” do corpo clínico.

Durante o primeiro ano de residência (R1) além de participar do ambulatório geral, o médico residente inicia o aprendizado cirúrgico, primeiramente em cirurgia experimental. O Hospital dispõe de um laboratório de cirurgia experimental com microscópio, peças cirúrgicas e um aparelho de facoemulsificação. Já habilitados os residentes passam a realizar cirurgias como exérese de pterígio e de calázio. O centro cirúrgico possui duas salas de cirurgia, uma delas com microscópio com carona e acoplado a uma câmera de vídeo com monitor.

Nesse estágio, o médico residente participa ainda de ambulatório de oculoplástica, onde paciente desta especialidade são triados para avaliação do Preceptor especialista, que discute os casos com os residentes. Participa também dos ambulatórios de segmento anterior e retina semanalmente, em forma de rodízio.

No segundo ano (R2), com mais experiência, o médico residente além de participar do ambulatório de oftalmologia geral, participa de forma mais integral do serviço de quatro subespecialidades: Retina, Glaucoma, Segmento Anterior e Oculoplástica. No departamento de Retina ele tem contato com patologias específicas, fazendo parte do seu aprendizado a realização de exames complementares como mapeamento de Retina, ultra-sonografia, biometria ultrassônica, retinografia e angiografia fluoresceínica. Tem ainda a oportunidade de acompanhar terapias cirúrgicas como fotocoagulação a laser, injeção intra-vítrea, vitrectomia, retinopexia, dentre outras. No departamento de Glaucoma, acompanha o preceptor da especialidade, discutindo casos e realizando exames de tonometria, gonioscopia, campimetria e GDX. Nesse momento ele já é capaz de realizar uma boa avaliação clínica e conduta terapêutica. No segmento anterior, além de participar integralmente do ambulatório da especialidade, o médico residente tem um maior contato com centro cirúrgico e iniciação para cirurgia de Facectomia. No serviço de oculoplástica acompanha os pacientes desta especialidade segmento tanto na forma clínica quanto cirúrgica, realizando pequenos procedimentos e auxiliando o preceptor em cirurgias de maior complexidade. Durante este período o R2 habilitado passa a realizar cirurgia de Pterígio e posteriormente Facectomia Extra-capsular, com supervisão integral.

No terceiro ano da Residência (R3), o residente dedica-se mais à especialidade cirúrgica, tendo carga horária maior no centro cirúrgico, com um volume maior de cirurgia. O R3 mantém realização de cirurgias do segmento anterior, iniciando a facectomia com a técnica de Facoemulsificação. O Residente também tem acesso à realização de trabeculestomia (TREC), ciclocrioterapia e cirurgias de retina. Durante este período, ele continua seu aprendizado pelas especialidades de Retina e Glaucoma.

A residência possui aulas teóricas diárias, ministradas pelos preceptores e pelos próprios residentes. Foram criados módulos de aprendizado, que duram em média um mês, onde são discutidos temas específicos de cada área.

Semanalmente eles realizam provas com os assuntos referentes àquele módulo e, no final, uma prova geral com todos os temas. Esta didática faz com que o médico residente se mantenha sempre informado das matérias em discussão. O primeiro módulo, elaborado especificamente para os novos residentes, tem como objetivo suscitar temas abrangentes que fazem parte do cotidiano do ambulatório, e ainda aspectos anatômicos e fisiológicos, como uma forma de introdução à Oftalmologia. Os demais módulos seguem uma estrutura mais minuciosa, como por exemplo, o módulo de refração, de segmento anterior, de glaucoma. Há ainda aulas semanais com os preceptores de cirurgia refrativa, catarata e glaucoma, nas segundas-feiras, de forma intercalada. Retina na terça-feira, quinzenalmente. Córnea e Retina no dia seguinte, intercalado e na quinta oculoplástica, quinzenalmente. Faz parte ainda do aprendizado teórico, discussões semanais com os preceptores sobre casos clínicos do ambulatório.

No DayHORC o residente conta com uma equipe de preceptores reconhecidos no meio acadêmico, dando inteiro suporte ao seu aprendizado, de forma amiga, respeitando-o como profissional, na sua qualidade de aprendiz. O bom relacionamento dentro da instituição é uma marca. Além disso, o Hospital conta com uma grande equipe de colaboradores que dão todo o suporte para residência médica, tornando-a mais dinâmica.

Sergei Machado

CRM 13107